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II Fórum sobre Bibliotecas Públicas ocorrerá em Maceió 02/07/2011

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Estão abertas até 22 de julho as inscrições para o II Fórum sobre Bibliotecas Públicas, que a Coordenação Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas da FBN realiza nos dias 8 e 9 de agosto em Maceió, Alagoas. O Fórum integra as atividades do XXIV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação e, neste ano, discute o tema “serviços de informação e mediação de leitura”. Uma série de especialistas vai discutir e trocar experiências sobre ações em comunidades, bibliotecas públicas, projetos de extensão universitária, acervos virtuais e bibliotecas itinerantes, entre outras questões.

Elisa Machado, coordenadora geral do SNBP, abrirá o primeiro dia de discussões, em mesa que trará, entre outros casos, uma análise sobre serviços de informação na Biblioteca Demonstrativa de Brasília da FBN, feita por Maria da Conceição Moreira Salles, coordenadora da BDB.

As inscrições para o Fórum devem ser feitas através do e-mail cgsnbp@bn.br, com nome completo do participante e instituição que representa. São 230 vagas e todos os inscritos receberão mensagem de confirmação do cadastro. Informações pelo telefone (21) 2210-1134. Para participar do Fórum é preciso ter inscrição no Congresso.

Congresso discutirá biblioteconomia no Brasil e no exterior

O XXIV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação acontece entre os dias 7 e 10 de agosto, no Centro Cultural e de Exposições de Maceió (AL). Seu principal objetivo é revelar o estado da arte das pesquisas, das práticas, e do desenvolvimento de produtos e serviços relacionados às bibliotecas, sistemas de informação, documentação e redes de bibliotecas no Brasil e do exterior, no contexto da sociedade da informação e do conhecimento.

Clique aqui para conferir a programação completa do II Fórum sobre Bibliotecas Públicas

Parceria MinC/RNP viabilizará laboratórios experimentais em arte, cultura e tecnologia 13/01/2011

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Um Termo de Cooperação firmado pelo Ministério da Cultura (MinC) com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), no final de dezembro, vai possibilitar a implantação de redes nacionais de laboratórios experimentais em arte, cultura e tecnologia e de cinemas digitais universitários. O termo garante a primeira etapa do Programa de Pesquisa e Inovação em Cultura, Arte e Tecnologia e permite que o MinC passe a integrar o contrato de gestão firmado entre a RNP e os ministérios da Educação (MEC) e da Ciência e Tecnologia (MCT).

O coordenador-geral de Cultura Digital do MinC, José Murilo Junior, considera que além de promover a interligação com outros produtores de conteúdo digital em nível ministerial, como MEC e MCT, outro ganho que a entrada do MinC no consórcio traz é o fato de que, agora, o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) discute não apenas a infraestrutura de rede, mas também o que vai passar por ela. “O Ministério da Cultura introduziu a reflexão sobre o conteúdo no âmbito do PNBL”, diz Murilo.

Noticia completa neste link

MinC coloca em debate Anteprojeto de Modernização da Lei do Direito Autoral 01/07/2010

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O Ministério da Cultura lançou, desde 14 de junho, a Consulta Pública para a Modernização da Lei do Direito Autoral, a Lei nº 9.610/98. O objetivo do processo democrático, que vai até 28 de julho, é estimular a participação da sociedade no aperfeiçoamento do texto. O anúncio aconteceu durante coletiva à imprensa realizada na sede do MinC, em Brasília.

“Nossa lei não é capaz de assegurar a plena realização do direito autoral no Brasil. Ela não cria nenhum mecanismo de harmonização entre o direito autoral e o direito de acesso à população. Não dá segurança jurídica aos investidores e falta transparência no sistema de arrecadação”, declarou o ministro da Cultura, Juca Ferreira, ao reconhecer a precariedade da legislação brasileira.

Para o ministro, é impossível criar uma Economia da Cultura no Brasil sem a modernização da lei. Segundo estudo realizado em 1998, pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), os setores impactados direta ou indiretamente pela criação das obras intelectuais representaram 6,7% do PIB do Brasil. Segundo o levantamento, o desenvolvimento dessa economia exige a construção de um sistema equilibrado, que a lei vigente do Direito Autoral brasileira não foi capaz de criar.

A particpação pode ser feita através do portal

Câmara dos Deputados promove II Seminário do Livro e da Leitura no Brasil 14/05/2010

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Representantes de entidades públicas e privadas do setor do livro no Brasíl reúnem-se para debater a leitura na era do livro digital

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e a Frente Parlamentar Mista da Leitura no Congresso Nacional promovem na próxima quinta-feira (20) o II Seminário do Livro e da Leitura no Brasil. Com o tema “Estado e sociedade: a leitura na era do livro digital”, o evento reunirá representantes do poder público e das entidades representativas do setor do livro. O seminário será realizado das 9 às 17 horas, no Auditório Nereu Ramos, Anexo II da Câmara dos Deputados.

“Realizamos o primeiro seminário em 2008, quando discutimos as políticas públicas para o livro e a leitura no Brasil. A partir do primeiro encontro, retomamos as negociações entre poder público e setor privado para a criação do Fundo Setorial Pró-Leitura, cujo projeto de lei deve ser encaminhado pelo Governo ao Congresso Nacional no próximo mês. Espero que uma nova frente de trabalho surja desse segundo seminário, mobilizando todas as forças do setor do livro e da leitura em torno de objetivos iguais”, afirma o deputado federal Marcelo Almeida, presidente da Frente Parlamentar Mista da Leitura e organizador do evento.

O evento será composto por quatro painéis de debates, que abordarão os seguintes temas: “Políticas Públicas para o livro e a leitura”; “Leitura e educação na era do livro digital”; “O mercado editorial da era do livro digital”; e “Direitos autorais na era do livro digital”.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.frentedaleitura.com.br. Informações pelos telefones (61) 3215-5728 (Gabinete do Dep. Fed. Angelo Vanhoni) ou (61) 3215-5728 (Gabinete do Dep. Fed. Marcelo Almeida).

Confirma a programação completa.

PROGRAMAÇÃO

09:00 – Cerimônia de Abertura
• Silvana Meireles, Secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura
• Jane Cristina da Silva, Diretora Geral de Materiais Didáticos da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação
• Deputado Federal Angelo Vanhoni, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados
• Deputado Federal Marcelo Almeida, presidente da Frente Parlamentar Mista da Leitura no Congresso Nacional
• Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL)
• Milena Duchiade, representantes da Associação Nacional de Livrarias (ANL) e da Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro (AEL-RJ)
• Mauro Calliari, presidente interino da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros)
• Joaquim Maria Botelho, Presidente da União Brasileira de Escritores

10h00 – Painel 1 = Políticas públicas para o livro e a leitura. O valor da leitura na formação cultural de um povo.
Painelistas:
• Fabiano dos Santos, Diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura
• José Castilho Marques Neto, Secretário Executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura
• Ednei Procópio
Moderador: Deputado Federal Marcelo Almeida, presidente da Frente Parlamentar Mista da Leitura no Congresso Nacional

11h15 – Painel 2 = Leitura e educação na era do livro digital.
Painelistas:
• Jane Cristina da Silva, Diretor do Livro, Diretora Geral de Materiais Didáticos, da Diretoria de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e de Tecnologias para Educação Básica, da Secretaria de Educação Básica do MEC
• Mauro Calliari, Presidente interino da Associação Brasileira de Editores e Livros Escolares
• Marisa Lajolo, Pós Doutorado na Brown University e Doutorado pela Universidade de São Paulo em Letras, Teoria Literária e Literatura Comparada
Moderador: Deputado Federal Angelo Vanhoni, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados

12h30 – Intervalo Almoço

14h00 – Painel 3 = O mercado editorial na era do livro digital.
Painelistas:
• Joaquim Maria Botelho, Presidente da União Brasileira de Escritores
• Rosely Boschini, Presidente da Câmara Brasileira do Livro
• Milena Duchiade, Representante da ANL e AEL-RJ
Moderador: Deputado Federal Chico Alencar, membro da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados

15h45 – Painel 4 = As diversas plataformas de leitura e os Direitos autorais na era do livro digital.
Painelistas:
• Antônio Simão Neto, Representante Brasileiro da Federação Internacional para o Processamento da Informação (IFIP), organismo consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO)
• Marcos Alves de Souza, Diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura
Moderador: Deputado Federal Marcelo Almeida, presidente da Frente Parlamentar Mista da Leitura no Congresso Nacional

17h00 – Encerramento

Programa de Capacitação em Projetos Culturais acontece em Arapiraca 06/05/2010

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Teve início hoje em Arapiraca a segunda fase do Programa de Capacitação em Projetos Culturais, uma realização do Ministério da Cultura através da Secretaria de Fomento e Incentivo a Cultura que proporciona aos participantes treinamento específico desenvolvido pelo Núcleo de Gestão Cultural da Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro.

Neste evento, 90 pessoas que foram selecionadas após um curso de nivelamento on line, avaliação virtual e análise de currículo, estão reunidas durante três dias para receber novos conteúdos em modelagem de projetos. Neste primeiro dia, o instrutor Roberto Pimenta apresentou os conceitos da matriz de estrutura lógica elaborado pelos técnicos da FGV.

De acordo com Roberto Pimenta o programa apresentado conta com o trabalho de várias pessoas da FGV e, “além de ser uma oportunidade única o trabalho conjunto com o MinC, esse é o primeiro grande trabalho feito com base em pesquisas realizadas anteriormente que identificaram as necessidades dos agentes culturais”.

Para Telma Tavares, coordenadora do Programa, o fato do curso ter sido elaborado após esse levantamento representa um ganho, pois possibilita trabalhar conjuntamente a qualificação das propostas, a profissionalização dos agentes e a composição dos quadros. Ainda de acordo com Telma, “as diretrizes do programa estão focadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste devido a que nessas regiões observou-se um desnível em relação às outras regiões”.

Um dos objetivos desse programa que busca a melhoria da gestão cultural e uma assimilação da economia da cultura mais adequada à realidade regional é a transformação de projetos de governo em políticas públicas. Há também uma orientação quanto à interiorização do evento e, por isso, a cidade de Arapiraca foi selecionada.

Esta fase presencial do curso tem seqüência até sexta-feira. Para o dia de amanhã estão previstas duas palestras sobre direitos autorais. O treinamento completo prevê ainda a realização de outros sete módulos a distância quando, ao final, serão selecionados 4 participantes para atuarem como multiplicadores do Programa.

Maceió recebe Seminário sobre economia da cultura 16/04/2010

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Com o apoio dos SEBRAE/AL, da Garimpo de Soluções e da Secult/AL, a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) promoveram em Maceió o Seminário Itinerante Economia da Cultura e Desenvolvimento, iniciativa que surgiu a partir da identificação de demandas regionais por informações acerca do potencial econômico da cultura voltado para o desenvolvimento em cidades visitadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O evento se dispôs a promover a reflexão sobre o tema, incentivar a implementação de ações integradas entre destacadas instituições públicas e privadas das localidades, objetivando contribuir para a profissionalização do setor e a conseqüente qualificação e ampliação dos resultados junto às populações regionais.

No auditório do Sebrae/AL, as paletras se dividiram entre manhã e tarde, contando com a abertura realizada pelo Secretário de estado da Cultura de Alagoas, Sr. Ovaldo Viegas. Na sequência, Kátia de Marco apresentou a palestra “A cultura no cenário brasileiro: contexto e futuro”, onde a socióloga procurou contextualizar esse novo momento global a partir do fenômeno da pós-modernidade, suas particularidades e repercussões no segmento da cultura.

No final da manhã foi a vez do economista Leandro Valiati abordar a “Economia da Cultura”, segundo ele mesmo disse, de uma maneira prática, numa tentativa de desmitificar uma possível carga negativa da presença do mercado nas atividades culturais e delimitando também o papel das esfera pública e privada e da sociedade civil.

Para falar sobre cultura, economia e desenvolvimento e a interação desses conceitos como estratégia para o desenvolvimento sustentável dos estados, a economista e administradora Ana carla Fonseca Reis expôs a palestra “Economia da Cultura e Desenvolvimento” dando ênfase também ao papel do turismo cultural e da economia criativa como formas de potencializar as áreas de atuação cultural.

Na oportunidade foi lançado o livro Economia da Cultura: idéias e vivências (Publit, 2009), organizado por Ana Carla Fonseca Reis e Katia de Marco que contém vários artigos, reúne pesquisas, conceitos e relatos institucionais que aprofundam o assunto de maneira esclarecedora e descomplicada.
Uma versão digital do livro poder ser baixada aqui

Alagoas realiza Assembléia Setorial de Livro Leitura e Literatura 30/01/2010

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A Secretaria de Estado da Cultura (Secult), por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, realizou a Assembléia Setorial de Livro Leitura e Literatura de Alagoas. A finalidade do encontro foi discutir os eixos temáticos da II CNC e preparar o setor para a realização da Pré-Conferência do Livro e Leitura.

A Assembléia foi realizada no último dia 25, no auditório do Banco do Nordeste, e reuniu vários profissionais que atuam nas cadeias criativas, produtivas e de mediação do segmento. No período da manhã houve uma videoconferência que proporcionou subsídios para uma avaliação do Plano Nacional de Livro e Leitura.

A parte da tarde ficou reservada para a elaboração de propostas para a Conferência e a eleição dos delegados da sociedade civil que atuarão na Pré-Conferência Setorial que será realizada em fevereiro, em local a ser definido. Desse modo, foram eleitos os seguintes representantes:

Delegados eleitos

Mediação: MARIA LIDIA TORRES BERNARDES – Cadeia Mediadora
Criação: MARCELO GIOVANE BARROS – Cadeia Criativa
Produção: EDUARDO VASCONCELLOS – Cadeia Produtiva

Suplentes eleitos

Mediação: JANIEIDE PEREIRA LIMA – Cadeia Mediadora
Criação: SIMONE CAVALCANTE DE ALMEIDA – Cadeia Criativa
Produção: LUIZ ALBERTO MACHADO – Cadeia Produtiva

De acordo com a resolução que disciplina a realização da Conferência Nacional de Cultural, o poder público inidica um delegado e um suplente para completar a lista dos representantes estaduais das áreas técnico-artísticas e de patrimônio cultural no Plenário. Para tal efeito, foram indicadas MARIA LUIZA RUSSO DUARTE como delegada titular e MONALISA ALVES BARROS como suplente.

Após leitura detalhada do conteúdo dos 05 Eixos discutidos nas Conferências Municipais e Estadual, a Assembléia, seguindo orientação do MinC, apresentou apenas 01 (uma) proposta correspondente a cada Eixo. De acordo com Wilma Nóbrega, coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas, “as propostas apresentadas refletem o nosso pensamento e contribuição para a II CNC”.

Propostas aprovadas na Assembléia:

1. Garantir recursos por meio de legislação destinados à sustentabilidade de bibliotecas, espaços multiculturais, guardiãs da diversidade cultural, valorizando o livro e a leitura como processo contínuo de difusão da informação e desenvolvimento social;

2. Criar, implantar e garantir políticas de fomento a leitura, visando a manutenção e o fortalecimento de espaços multiculturais e de referência já existentes, como o mapeamento das ações de leitura e a ampliação do acesso à informação, por meio da interiorização, favorecendo a divulgação e a socialização da cultura local;

3. Criar e implantar um programa descentralizado para formação técnica de agentes e mediadores da leitura (bibliotecários, professores, pedagogos, arte educadores e demais promotores da leitura, escritores, ilustradores, livreiros editores e distribuidores) articulados em rede e financiado pelos Ministérios da Educação e Cultura, em parceria com a Sociedade Civil organizada e Universidades, contemplando em sua grade curricular conteúdos pertinentes a área do livro e da leitura com foco nas especificidades locais;

4. Criar mecanismos de gestão junto às instâncias municipais e estaduais, envolvendo a Sociedade Civil, para acompanhar, fiscalizar e oferecer suporte técnico, referente aos editais, elaboração de projetos e suas respectivas prestações de contas, na área de políticas públicas do livro e da leitura;

5. Criação e implantação dos Sistemas Nacional, Estadual e Municipais de informação e de indicadores culturais na área do livro e da leitura, agindo simultaneamente entre Governos e Sociedade Civil (bibliotecários, professores, pedagogos,arte educadores, mediadores da leitura e agentes de leitura), para que estes possam de fato, ter acesso às informações culturais (programas, editais, mapeamentos, leis, etc).

(Nova) Lei Rouanet prevê 40% do orçamento para o FNC 30/01/2010

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É uma mudança radical na filosofia de incentivo à cultura no País. A nova Lei Rouanet, cujo texto foi assinado quarta-feira pelo presidente Lula, prevê que o Fundo Nacional de Cultura (FNC) nunca poderá ter menos do que 40% do orçamento do MinC. Até hoje, o fundo (que permite o incentivo direto, sem que o produtor precise captar dinheiro no mercado) recebe valores irrisórios e aleatórios. A maior parte dos recursos chega via renúncia fiscal – empresas adiantam o dinheiro aos produtores culturais, e depois são reembolsadas na hora de declarar o seu Imposto de Renda (IR).

Foram criados 9 fundos setoriais – Artes Visuais, Artes Cênicas, Música, Acesso e Diversidade, Patrimônio e Memória, Ações Transversais e Equalização, Audiovisual, Inovação do Audiovisual (o que compreende curtas-metragens, médias-metragens e experimentalismo) e Livro, Leitura, Literatura e Humanidades (cuja divisão, para separar literatura do mercado, será definida em lei específica). Desses 9 fundos, sete terão entre 10% a 30% do total dos recursos – o restante irá para o audiovisual, segundo o texto. Para decidir quais projetos serão incentivados, haverá CNICs setoriais, com representação paritária do governo e da sociedade civil. O Fundo Nacional de Cultura também poderá receber dinheiro de doações, legados e subvenções, e esse dinheiro não seguirá o critério de partilha acima. Não será permitido o incentivo a obras, produtos, eventos circunscritos a coleções particulares ou circuitos privados que tenham limitações de acesso.

A União deverá enviar 30% dos recursos do FNC para fundos públicos de Estados, municípios e do Distrito Federal (com a observância de serem destinados no mínimo 10% para cada região do País). Mas, para receber o dinheiro, Estados e municípios deverão constituir órgãos colegiados e observar as regras da lei. A renúncia fiscal continua existindo, mas também mudou. Os contribuintes (pessoas físicas ou jurídicas tributadas com base no lucro real) poderão deduzir 40%, 60% e 80% do imposto de renda devido quando financiarem um projeto cultural (valor limitado a 6% do imposto devido, quando se tratar de pessoa física, ou 4% do imposto devido, quando se tratar de pessoa jurídica). Um sistema de pontuação definirá em qual faixa (40%, 60% ou 80%) o incentivador se encaixa. O recebimento dos projetos será feito mediante editais de seleção pública, e a lei estipula um prazo de 30 dias para que sejam avaliados – um desafio extra para o governo, já que atualmente os atrasos são constantes por falta de pessoal técnico qualificado. O governo prevê na lei contratar especialistas ou instituições.

Os projetos culturais com potencial de retorno comercial (filmes como os da Xuxa e dos Trapalhões, por exemplo, enquadram-se nessa categoria) poderão ser financiados em um sistema de parceria, que poderá tomar até 20% da dotação anual do FNC. Para tanto, serão direcionados para os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficarts).

Maceió sedia Seminário Nacional de Cultura 13/07/2009

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snc-264x130Evento é promovido pelo Ministério da Cultura, em parceira com a Secult

Numa parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o Ministério da Cultura (Minc) promove a partir desta segunda-feira (13), o Seminário Nacional de Cultura. O evento, que prossegue até a terça-feira, acontece no auditório do Maceió Atlantic (antigo Meliá), das 9h às 17h. O seminário vai apresentar aos gestores municipais de Cultura a proposta de estruturação do Sistema Nacional de Cultura (SNC).

“Alagoas integra a lista dos primeiros estados que estão realizando um evento deste porte, o que para nós é bastante gratificante, diante do fato de haver uma parceria constante da Secult nos projetos e ações propostas pelo MinC, nos diversos segmentos culturais”, ressaltou o secretário de Cultura, Osvaldo Viégas.

Durante o seminário, técnicos do MinC vão repassar informações necessárias à implantação e desenvolvimento de políticas públicas com base nas diretrizes do SNC, nos municípios alagoanos.

Saiba mais sobre o SNC

A base institucional do Sistema Nacional de Cultura há muito vêm sendo construída em todas as instâncias federativas. Órgãos específicos para gestão da política cultural, Conselhos de Política Cultural, Fundos de Financiamento da Cultura e Sistemas Setoriais (museus, bibliotecas, informação, entre outros) foram criados; Conferências de Cultura foram realizadas; e Planos de Cultura elaborados e em tramitação nos Legislativos. Todavia, estas iniciativas não foram articuladas dentro de uma estratégia comum, especialmente, no que trata da inter-relação entre os componentes do SNC, seja no âmbito de cada ente federado, seja entre eles.

Atualmente, um dos grandes desafios do MinC é construir essas articulações onde elas inexistem, a exemplo dos subsistemas setoriais com o SNC, e reestruturar as instâncias pré-existentes, especialmente os conselhos constituídos em outro contexto político e que não atendem aos critérios previstos no Sistema Nacional de Cultura.

MinC em Alagoas 03/04/2009

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A chefe da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura (RRNE/MinC), Tarciana Portella, participa no próximo sábado, 4 de abril, às 9h30, em Maceió, de encontro promovido pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O encontro faz parte do I Seminário Alagoano de Gestão Cultural e Economia da Cultura e acontecerá no auditório Guedes de Miranda – Espaço Cultural Universitário (Praça Visconde de Sinimbu, Centro). A pauta será antecipada à imprensa nesta sexta-feira, dia 3, às 15h30, no local do evento.

Tarciana falará sobre a proposta da nova Lei de Fomento e Incentivo à Cultura e destacará as ações do Programa Mais Cultura que estão em curso no estado de Alagoas. A proposta do Projeto de Lei está disponível para consulta pública até 6 de maio, na página eletrônica da Casa Civil da Presidência da República, no link www.planalto.gov.br/ccivil_03/consulta_publica/programa_fomento.htm. Também já está aberto um fórum de discussão sobre o assunto no Blog da Reforma da Lei Rouanet (blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet).

Mais Cultura em Alagoas

O Mais Cultura integra a Agenda Social do Governo Federal e tem suas ações voltadas preferencialmente aos jovens de classes C, D e E. O governo Alagoas aderiu ao Programa em julho do ano passado e várias ações já estão em curso no estado, contabilizando recursos do MinC de R$ 5,84 milhões.

O quadro de investimento para 2009 está sendo concluído e a previsão é que alcance cerca de R$ 2,17 milhões, sendo a contrapartida estadual de 33%. Com isso, o investimento total girará em torno de R$ 8 milhões. Das ações pactuadas em 2008, estão previstas implantações de oito bibliotecas públicas e a modernização de outras 18 – em ambos os casos as unidades receberão acervo bibliográfico, computadores e estantes.

Dois editais nacionais foram lançados no ano passado. O de Pontos de Leitura premiou 514 iniciativas de incentivo à leitura, sendo que 16 encontram-se em Alagoas (uma delas é da Biblioteca Minervina dos Santos, mantida pelo Mispa), e cada uma receberá kit com livros, computador, estantes e tapete. Já o edital Pontinhos de Cultura/Espaço de Brincar concedeu prêmios de R$ 18 mil a 205 iniciativas culturais voltadas à infância e adolescência, por meio de atividades lúdicas, das quais duas são alagoanas.

Ainda por meio de seleção pública, serão apoiados 30 Pontos de Cultura no estado, sendo dez para o município de Arapiraca. Cada um receberá R$ 180 mil, divididos em três anos – R$ 120 mil do MinC e o restante dos governos estadual e municipal.

Mais informações: mais.cultura.gov.br.

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