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Quase 10% da população não sabe ler e escrever 16/11/2011

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O Censo Demográfico 2010, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica) e divulgado nesta quarta-feira (16), revelou que 9,6% da população brasileira com mais de 15 anos de idade é analfabeta. Isso quer dizer que quase 14 milhões de pessoas não sabem ler nem escrever um bilhete simples.

O resultado é melhor que o do último Censo, feito em 2000, em que a população analfabeta chegava a 13,6% da população. Os homens são maioria entre os analfabetos, pois cerca de 9,9% não sabem ler e escrever. Mas na média a diferença é pouca, pois 9,3% das mulheres com mais de 15 anos está na mesma situação.

Maioria de analfabetos é idosa

O cenário fica diferente de acordo com a idade. Cerca de 3,2 % das mulheres entre 15 e 49 anos não são alfabetizadas enquanto a taxa para os homens da mesma faixa etária chega a 5 %. Depois disso são as mulheres as mais analfabetas. O índice entre aquelas com mais de 44 anos é de 6,1% enquanto 4,9% dos homens não sabem ler e escrever.

Os idosos são maioria entre os analfabetos. Cerca de 39% da população de analfabetos tem mais de 60 anos. Entretanto, nos últimos 10 anos o analfabetismo nesta faixa etária caiu mais que nas outras faixas. Em 2000, a taxa era de 33,5%; no relatório divulgado hoje, a taxa caiu para 24,9%, uma queda de 8,6 pontos percentuais.

Sul é a região mais alfabetizada

O Nordeste ainda é a região mais analfabeta do país. A região registrou uma taxa de 17,6% de analfabetos. Em segundo lugar, fica a região Norte com 10,6% da população de mais de 10 anos sem alfabetização.

Ainda assim, o Nordeste foi a região com a maior queda no analfabetismo nos últimos 10 anos. Em 2000, a região tinha 24,6%, a taxa caiu 7 pontos percentuais.

No quinto lugar e com status de região mais alfabetizada está o Sul, que registra uma taxa de 4,7% de analfabetos. O Centro-Oeste tem um índice de 6,6% e o Sudeste de 5,1%.

Fundação Biblioteca Nacional anuncia investimento superior a R$ 200 milhões em 2011 01/11/2011

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A Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC) anunciou, nesta sexta-feira, 28/10, na cerimônia de abertura da Feira do Livro de Porto Alegre, o investimento de aproximadamente R$ 211 milhões em políticas públicas do livro e da leitura em todo o ano de 2011. O montante, mais que o dobro do valor investido em 2010, será aplicado em especial na implantação e modernização de bibliotecas pelo Brasil, assim como em projetos de atualização de acervos.

Segundo o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, este montante tão significativo é um claro indicativo da prioridade que o tema tem para o governo. “Investir em cultura, em conhecimento, é prioridade para o governo federal. Tanto a Presidenta da República, Dilma Rousseff, como a Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, sabem da importância estratégica da Biblioteca Nacional como instrumento público de fomento à cultura. Investiremos um montante nunca antes investido”, afirma.

No plano de investimento, a Biblioteca Nacional prevê a implantação de 144 novas bibliotecas municipais, inclusive uma de referência no Amazonas, ao custo de R$ 12,3 milhões, e também a modernização de 411 bibliotecas e 136 pontos de leitura, estimado em R$ 20,1 milhões. É importante destacar também o investimento que será feito para a construção de 340 Bibliotecas nas Praças dos Esportes e da Cultura, um investimento extra de R$ 103,5 milhões.

Além disso, a Biblioteca Nacional fará um investimento na ordem de R$ 40 milhões para atualização de acervo de Bibliotecas Públicas. Aquelas que estiverem com os dados atualizados no Cadastro Nacional de Bibliotecas Públicas estarão aptas a participar do projeto da FBN para compra de livros cadastrados no Cadastro Nacional de Livros e Pontos de Venda. O projeto deve contemplar mais de cinco mil bibliotecas em todo o país.

Outra ação com grande investimento é o Programa Agentes de Leitura. O projeto, que visa o treinamento de agentes para atuarem na democratização do acesso ao livro por meio de visitas domiciliares, empréstimos de livros, roda de leitura, ente outras ações, receberá R$ 11,9 milhões. Estão sendo treinados 3.642 novos agentes, que atenderão 91.050 famílias em 364 escolas e 364 bibliotecas.

Destaque também para o incentivo dado ao Circuito Nacional de Feiras de Livros, que totaliza R$ 6,8 milhões. O Circuito, um calendário das feiras realizadas anualmente no País para promoção do livro, literatura e leitura prevê a distribuição dos valores para 61 feiras em todo o país, sendo que 50 delas em novas cidades.

“Além de investirmos de forma consistente para fomentar a literatura em todo o território nacional, nosso planejamento também prevê uma série de ações com vistas a internacionalização de nossa literatura, ponto chave para valorização de nossa cultura no exterior”, avalia Galeno.

Ao longo de 2011 a FBN anunciou diversas ações que fazem parte do projeto de internacionalização da literatura brasileira, que engloba programas como as Bolsas de Tradução, com um investimento de R$ 12 milhões, a concessão de bolsas de tradução e apoio à reedição de autores nacionais no exterior, a criação de programas de residência de tradutores estrangeiros no Brasil, intercâmbios de escritores brasileiros, o lançamento de uma revista com edições trimestrais em inglês e em espanhol e ainda a publicação de edital para apoio a pesquisas e estudos estatísticos sobre as obras nacionais já publicadas no exterior.

Novo Cadastro Nacional de Bibliotecas Públicas 05/10/2011

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A Fundação Biblioteca Nacional, por intermédio do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas – SNBP, no uso de suas atribuições legais, e, em cumprimento ao disposto nos artigos 1º, 2º e 3º – Decreto 520 de 13 de maio de 1992, torna público às Bibliotecas de acesso público, que, para efeito de participação em ações de fomento a serem promovidas pela Fundação Biblioteca Nacional, essas devem obrigatoriamente estar inscritas no Cadastro Nacional de Bibliotecas Públicas.

O presente edital é fundamentado pela Decisão Executiva de 29 de setembro de 2011, pelo Plano Nacional do Livro e Leitura – PNLL, instituído pelo Decreto nº- 7.559, de 1º- de setembro de 2011, e pela Lei do Livro nº- 10.753, de 30 de outubro de 2003.

Leia o edital completo aqui

Para acessar o cadastro, clique aqui.

Presidenta lança programa da Biblioteca Nacional, acompanhada da ministra da Cultura 01/09/2011

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A presidenta Dilma Rousseff lançará nesta quinta-feira (1º), no Riocentro, o Programa do Livro Popular (PLP), juntamente com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, durante a abertura da XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Na ocasião, serão anunciadas as linhas gerais e as diretrizes do programa, criado pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC) para fomentar a produção e a comercialização de livros a R$ 10,00. O ministro da Educação, Fernando Haddad, e o presidente da FBN, Galeno Amorim, estarão presentes na cerimônia.

As ações do PLP já começam a ser implementadas na próxima semana. O cadastramento, por edital, dos livros populares pelos editores, constitui a primeira etapa do trabalho. As livrarias, bancas de jornal e outros estabelecimentos de varejo que queiram vender livros mais baratos serão convidados a se inscrever no programa.

As bibliotecas estão sendo cadastradas pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e convidadas a aderir ao PLP. Elas receberão um cartão-livro com créditos que vão de R$ 300,00 a R$ 15 mil para a compra dos livros que elas próprias escolherão.

O primeiro edital, a ser lançado ainda este ano, destinará R$ 35 milhões do Fundo Nacional de Cultura para a compra de quatro a cinco milhões de exemplares para as bibliotecas.

Programa tem como meta formar 8 mil mediadores de leitura em todo o país 22/08/2011

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Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Ao longo dos próximos quatro anos, o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler) deverá capacitar 8 mil novos mediadores de leitura em todo o país, disse hoje (17) a secretária executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Maria Antonieta Cunha. Segundo ela, a meta para este ano é a formação de 500 mediadores, número que será triplicado em 2012 e, depois, progressivamente, ao longo dos anos.

Representantes dos 74 comitês do Proler de todo o país participam até amanhã (18), na Biblioteca Nacional, do Curso de Formação de Mediadores. O evento começou ontem (16) com palestras e atividades culturais, como um recital da poetisa e atriz Elisa Lucinda e um encontro com o poeta Affonso Romano de Sant’Anna, dentro da série Quarta às Quatro, realizada às quartas-feiras, às 16h, no Auditório Machado de Assis, da biblioteca.

De acordo com Maria Antonieta Cunha, o encontro também tem a função de apresentar aos comitês do Proler a nova administração da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), que agora reúne na sede da instituição, no Rio, coordenações de diretorias da área de leitura que antes funcionavam em Brasília. “É o momento em que a gente começa um planejamento de quatro anos para o Proler, com muitas atividades novas e com um apoio extraordinário à diversidade desses comitês que se espalham pelo Brasil afora”, explicou.

Os recursos para o programa, da ordem de R$ 2 milhões este ano, são provenientes do Ministério da Cultura. “Temos uma clara indicação de que esta verba deve aumentar significativamente no ano que vem”, disse a secretaria executiva do PNLL.

Para Maria Antonieta, existe relação direta entre os programas de incentivo à leitura e os dados apontados em pesquisas como a divulgada ontem (16), pela Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo (USP), mostrando que a venda de livros no Brasil cresceu 13% em 2010, em comparação com o ano anterior.

“Esses programas têm como centro de seu trabalho uma questão básica, que é a valorização da leitura, seja pessoalmente, seja na família ou na escola. E essa definição de um valor para a leitura no imaginário da população é que vai criando um maior comparecimento a lançamentos de livros, feiras e cursos que tratam da literatura”.

II Fórum sobre Bibliotecas Públicas ocorrerá em Maceió 02/07/2011

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Estão abertas até 22 de julho as inscrições para o II Fórum sobre Bibliotecas Públicas, que a Coordenação Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas da FBN realiza nos dias 8 e 9 de agosto em Maceió, Alagoas. O Fórum integra as atividades do XXIV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação e, neste ano, discute o tema “serviços de informação e mediação de leitura”. Uma série de especialistas vai discutir e trocar experiências sobre ações em comunidades, bibliotecas públicas, projetos de extensão universitária, acervos virtuais e bibliotecas itinerantes, entre outras questões.

Elisa Machado, coordenadora geral do SNBP, abrirá o primeiro dia de discussões, em mesa que trará, entre outros casos, uma análise sobre serviços de informação na Biblioteca Demonstrativa de Brasília da FBN, feita por Maria da Conceição Moreira Salles, coordenadora da BDB.

As inscrições para o Fórum devem ser feitas através do e-mail cgsnbp@bn.br, com nome completo do participante e instituição que representa. São 230 vagas e todos os inscritos receberão mensagem de confirmação do cadastro. Informações pelo telefone (21) 2210-1134. Para participar do Fórum é preciso ter inscrição no Congresso.

Congresso discutirá biblioteconomia no Brasil e no exterior

O XXIV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação acontece entre os dias 7 e 10 de agosto, no Centro Cultural e de Exposições de Maceió (AL). Seu principal objetivo é revelar o estado da arte das pesquisas, das práticas, e do desenvolvimento de produtos e serviços relacionados às bibliotecas, sistemas de informação, documentação e redes de bibliotecas no Brasil e do exterior, no contexto da sociedade da informação e do conhecimento.

Clique aqui para conferir a programação completa do II Fórum sobre Bibliotecas Públicas

Ponto de Cultura solicita Moção de Apoio em sessão pública na ALE 16/06/2011

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O representante do Ponto Mispa Cultural, de Maceió, Eduardo Vasconcellos, solicitou à mesa diretora da Assembléia Legislativa do Estado de Alagoas, que seja aprovada e encaminhada ao Congresso Nacional, uma Moção de Apoio ao movimento dos Pontos de Cultura do Estado e, principalmente, à aprovação da Lei Cultura Viva, que tramita naquela casa.
Os Pontos de Cultura se organizaram em todo o país, desde o início de abril, para sensibilizar os congressistas que votarão o PL que transforma o Programa Cultura Viva em lei. Isso daria ao Programa o status de política pública de estado ao invés de projeto de governo.
No entendimento de Eduardo Vasconcellos, do Movimento pela Integração Social, Profissional e Acadêmica, que é Ponto de Cultura desde 2009, “há mais de seis anos que o programa Cultura Viva atúa como política pública em todo o país; o que nós estamos querendo é que o Congresso reconheça isso para que o governo dê continuidade às ações e as estruturas existentes sejam aproveitadas”.
Veja abaixo o vídeo da sessão pública que ocorreu na ALE, no dia 03/06 a pedido do dep. Judson Cabral

SEE lança projeto para fortalecer hábito de leitura entre os jovens 23/05/2011

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As escolas da rede pública estadual vão receber 180 mil livros para desenvolver projetos de leitura com alunos do Ensino Fundamental. Na manhã desta quarta-feira (18), a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE) lançou o projeto “Na onda da Leitura” cujo objetivo é fortalecer os hábitos da leitura e da escrita com estudantes do 1º ao 9º ano e melhorar os índices educacionais alagoanos. O evento ocorreu no auditório da SEE e reuniu educadores de todo o estado.

Ao todo, 117 mil alunos serão beneficiados com a distribuição de 15 mil kits com 12 volumes cada. Cada unidade de ensino será contemplada com 16 conjuntos. As obras abordam temáticas de interesse deste público e refletem as demandas de cada série do Ensino Fundamental.

Para a superintendente de Gestão da Rede Estadual de Ensino, Angela Costa, o projeto é conseqüência de uma política pública para o fortalecimento da leitura e produção textual entre os estudantes desenvolvida por meio do Programa Geração Saber. “Este é o primeiro passo de uma ação que consideramos prioritária, pois, ao trabalharmos essas habilidades, despertamos o senso crítico do aluno e, consequentemente, melhoramos os índices educacionais do estado”, avalia.

Desenvolvimento – As unidades de ensino terão autonomia para desenvolver o projeto de acordo com a sua necessidade e realidade. Dentre as atividades sugeridas pela SEE estão oficinas de leitura e escrita, recitais de poesia e integração entre alunos e professores para contar histórias.

Todos os projetos serão acompanhados pela secretaria e a estimativa é que, futuramente, seja realizado um encontro regional onde alunos participem de rodadas de competições para narrações de histórias e lançamento de livro com textos escritos pelos estudantes.

“Trabalharemos ponto a ponto a metodologia a ser aplicada em sala de aula, uma ação que será iniciada com as coordenadorias regionais de educação e, posteriormente, com as escolas”, explica a gerente de Desenvolvimento das Práticas Pedagógicas da SEE, Rosineide Urtiga.

Em boa hora – Para a diretora da Escola Estadual Josefa da Conceição da Costa, Marijose Albuquerque, o projeto “Na Onda da Leitura” veio no momento certo. Localizada no bairro do Canaã, a unidade de ensino já se organiza para implantar a sua própria atividade de incentivo à leitura: até o final do semestre, a escola vai inaugurar a sua biblioteca e estabelecer um processo de empréstimo onde o estudante leva um livro para a casa e, com a ajuda da família, faz o registro das suas impressões sobre a obra em um caderno.

“Nossa meta é que esta atividade esteja atrelada ao projeto pedagógico da unidade e tenha reflexo em cada disciplina em sala de aula. Esta iniciativa da SEE não poderia chegar em melhor momento, pois vai promover o desenvolvimento social e intelectual que abraça também a comunidade”, destaca.

fonte: site da SEE

Caravana Nacional dos Pontos de Cultura à Brasília – 25/05/2011 21/05/2011

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Entre os dias 24 e 27 de maio de 2011 centenas de representantes de Pontos de Cultura desembarcam em Brasília para uma jornada de encontros, audiências, mobilização, diálogo e celebração. São artistas, educadores, estudantes, jovens, mestres e griôs, gestores, lideranças religiosas e comunitárias, midialivristas, geeks, brincantes, cidadãos, ponteir@s vindos de todos os cantos e pontos que irão à Brasília em defesa da continuidade e avanço do Programa Cultura Viva.
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Os Pontos de Cultura são a expressão mais visível do avanço das políticas culturais do Brasil nos últimos 8 anos, onde as políticas públicas se dedicaram ao reconhecimento e valorização da dimensão da diversidade cultural do povo brasileiro, democratizando o acesso aos bens e produtos culturais mas também – e principalmente – ampliando e democratizando as ferramentas de produção, expressão e comunicação, padrões tecnológicos livres, criação de ambientes reais e virtuais de articulação em rede, promovendo a autonomia e o protagonismo social através da cultura.
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A programação de atividades em Brasília é intensa. No dia 24 de maio, representantes de Pontos de Cultura se reunirão com a Secretária Marta Porto e a equipe da Secretaria de Cidadania Cultural, para um diálogo político sobre a gestão do Programa Cultura Viva. No dia 25 de maio acontece a Marcha Nacional dos Pontos de Cultura, um grande cortejo cultural ao som dos tambores, com a participação de artistas de rua, circenses, brincantes, manifestações da cultura popular, griôs, mestres e centenas de representantes de Pontos de Cultura de todo o país.
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O cortejo segue até o Congresso Nacional, onde os manifestantes serão recebidos pela Ministra da Cultura Ana de Hollanda, e por deputados e senadores da Frente Parlamentar de Cultura, em um momento altamente simbólico que reunirá governo, sociedade civil e poder legislativo pela consolidação e avanço do programa Cultura Viva e pelo exercício da gestão compartilhada das políticas culturais.
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No dia 26/05, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados promove audiência pública sobre o Projeto de Lei Cultura Viva, que inicia sua tramitação no congresso nacional, para escuta e participação popular na construção desta lei que consolidará o Programa Cultura Viva como política permanente de estado. Nos dias 26 e 27 acontece na UnB a reunião da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura.
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Esta mobilização tem caráter nacional e está sendo produzida e organizada de maneira autônoma e colaborativa pelo Movimento Nacional dos Pontos de Cultura, Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, e diversos parceiros e apoiadores de todo o país em um exercício democrático de manifestação política e ocupação cultural da cena pública brasileira.

SPOT PONTOS DE CULTURA

Pontos de Cultura se mobilizam pela aprovação do Projeto de Lei Cultura Viva 17/04/2011

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Nesta segunda-feira, 18 de abril, ocorrerão em todo os estados – simultaneamente, concentrações de representantes e participantes dos Pontos de Cultura com o objetivo de manifestar a contrariedade dos Pontos com relação ao corte das verbas para a cultura e de pleitear a mnautenção do Programa Cultura Viva, em vigor desde 2004, tornando-o uma política de Estado. Para esse fim, já tramitam no Congresso 3 projetos de lei.
Em Alagoas, haverá concentração no Cenarte, na Rua Pedro Monteiro, e de lá o grupo seguirá para io calcadão do Comércio onde haverá apresentações artísticas e culturais, a divulgação da Carta Aberta à sociedade alagoana e o recolhimento de assinaturas para o abaixo-assinado pela aprovação da lei do programa Cultura Viva.
Acima o convite e abaixo a carta.

CARTA ABERTA AO POVO E AOS PARLAMENTARES DE ALAGOAS

1. A Rede Alagoana de Pontos de Cultura – representando a diversidade cultural de Alagoas e irmanada a todas as Redes do país, representadas pela Comissão Nacional de Pontos de Cultura – dirige-se, por meio desta Carta Aberta, aos gestores públicos da Cultura, parlamentares federais, estaduais e municipais e demais instituições culturais de Alagoas, no intuito de fomentar a abertura de um canal permanente de diálogo e negociação, na perspectiva de atender as demandas do Movimento Nacional dos Pontos de Cultura, cujas ações estão focadas na expressão de nossa identidade e na busca do pleno exercício de nossa cidadania, como prioridade;

2. Assim, nesta segunda-feira, dia 18 de abril, representantes de todos os Pontos de Cultura de Alagoas e do Brasil, em seus respectivos estados, estarão reunidos em manifestações públicas, pacíficas que incluem debates, apresentações artísticas, abaixo-assinado e solicitação de audiências públicas nas Casas Legislativas de todo o Estado;

3. Entre essas demandas, destaca-se a necessidade de que nossos parlamentares, gestores e povo alagoano assumam, ao lado dos Pontos de Cultura, a defesa da manutenção do Programa Cultura Viva e a aprovação, no Congresso Nacional, do Projeto de Lei Cultura Viva;

4. A construção deste projeto de Lei já vem sendo amplamente debatida pelo Movimento Nacional dos Pontos de Cultura em todo o país em suas Teias, redes, encontros e fóruns, no intuito de ampliar e democratizar a discussão com o conjunto da sociedade através de uma consulta pública do projeto pela internet e em audiências públicas na câmara dos deputados e em diversos estados do país;

5. O Programa Cultura Viva nasceu em 2004, apoiado na premissa constitucional de que o Estado deve oferecer a todos os cidadãos o pleno exercício dos direitos culturais e democratizar o acesso aos bens e ao patrimônio cultural brasileiro. Veio para estimular e fortalecer uma rede de criação e gestão cultural, tendo como base os Pontos de Cultura selecionados por meio de editais públicos, criados pelo Ministério da Cultura, regulamentado pelas Portarias MinC nº 156 e nº 82, de 06 de julho de 2004 e de 18 de maio de 2005. É executado pela Secretaria de Cidadania Cultural (SCC) antes, Secretaria de Programas e Projetos Culturais;

6. Nos últimos seis anos, o Cultura Viva reconheceu, potencializou e conectou em rede cerca de 4 mil organizações culturais do Brasil através dos Pontos de Cultura, iniciativas que beneficiam diretamente cerca de 8 milhões de brasileiros e brasileiros, segundo dados do IPEA/2010;

7. Inicialmente o Programa era formado por cinco ações: Pontos de Cultura, Escola Viva, Ação Griô, Cultura Digital e Agente Cultura Viva. Todas elas vinculadas aos Pontos de Cultura e articuladas por eles. Com o crescimento das demandas ao Programa, foram concebidos outras ações e prêmios, como os Pontões, os Pontos de Mídia Livre, os Pontos de Leitura, entre outros, sempre atrelados às necessidades e desenvolvimento dos Pontos de Cultura. Essas iniciativas envolvem as comunidades em atividades de arte, cultura, educação, cidadania e economia solidária, promovendo sua inserção social;

8. Em Alagoas existem 44 Pontos de Cultura, 16 Pontos de Leitura, 4 Pontões, além de várias outras ações que receberam prêmios em editais do Cultura Viva. Juntas, essas ações vêm beneficiando milhares de jovens, muitos deles em situação de vulnerabilidade social, tanto em Maceió como em diversas cidades do interior de Alagoas;

9. Com a política de cortes, os programas prioritários para a Cultura, constantes do programa de governo federal, como o Programa Cultura Viva, estão ameaçados na sua forma, no seu conteúdo e na sua missão de fazer cultura no Brasil;

10. Os Pontos de Cultura reafirmam seu compromisso com a construção de um país democrático, socialmente justo e soberano e essa conquista está visceralmente ligada a existência de uma identidade cultural que nos represente;

11. Por tudo isso, faz-se necessário assegurar a continuidade dessas iniciativas como ações de Estado, de modo que independam de mudanças de Governo e signifiquem, na prática, conquistas da sociedade.

Maceió, 18 de abril de 2011
Rede Alagoana de Pontos de Cultura
Comissão Nacional de Pontos de Cultura

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